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Revelações do último carnaval, carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini projetam desfile leve e irreverente no estilo da Vigário Geral

  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Foto: Diogo Ferreira
Foto: Diogo Ferreira

Por Renata Campagnuci


Os carnavalescos Caio Cidrini e Alex Carvalho falaram sobre o enredo da Vigário Geral para o próximo carnaval e sobre a forma como a dupla e a escola vêm se reinventando após as recentes dificuldades enfrentadas no barracão. Em conversa marcada pela sinceridade e pela energia positiva, eles ressaltaram a força simbólica e comunitária da agremiação.


Ao explicar a proposta estética e narrativa do enredo, Caio Cidrini afirmou que a construção dramatúrgica parte de uma reflexão profunda sobre o Brasil:

“A gente pensa o Brasil até de forma colonial, porque a gente pega certos mitos, certas histórias, certos monstros, certas mitologias que justificaram a violência de um determinado colonizador, de um ‘descobridor’. E, a partir da leitura da gente, esses mitos que justificam a violência deles, na verdade, é o que vai fazer da gente Brasil.”


Ele complementa que o enredo valoriza o caráter resistente do povo brasileiro:

“A gente é Brasil porque a gente é canibal, porque a gente é devorador, porque a gente é resiliente, porque a gente não cultua Deus de pedra. Vamos trazer isso para o nosso desfile para nosso enredo. A ideia é passar essa mensagem de forma muito leve.”


Para Caio Cidrini, o enredo equilibra crítica e alegria, uma marca da escola:

“É um enredo político, sim, mas que possibilita brincadeiras. A partir do momento que a gente bota o monstro como nosso herói, isso já é uma carnavalização básica. E Alex Carvalho complementa: “E a Vigário tem essa pegada irreverente. A Vigário é leve. Ela dá o recado na avenida sem perder a leveza.”


Ele reforça ainda a importância da presidente Betinha na identidade da escola:

“A Betinha é um ícone do carnaval, irreverente, e representa muito a personalidade da Vigário.”


Sobre o processo de superação após o incidente no barracão, os carnavalescos foram unânimes ao destacar a força da comunidade.

Alex afirmou:

“A gente se apoia muito na Vigário. A Betinha acolhe, dá força, está junto. Choramos, sim, mas foi um breve momento. Já levantamos a cabeça para botar o carnaval na rua. Perdemos material e fizemos modificações, mas o carnaval vai ser entregue com a dignidade que a Vigário merece.”


Caio lembra que a postura da dupla sempre foi seguir em frente:

“Não faz o nosso tipo ficar se lamentando. Assim que aconteceu, fizemos questão de postar uma foto no barracão, sorrindo, para avisar que estávamos bem. Carnaval é isso também: todo ano  a gente  morre para renascer de novo. É vida nova.”


Alex completa com esperança e convicção:

“Não queremos romantizar a tragédia, mas a gente pode renascer e surgir um grande carnaval com mais força, com mais garra. Tenho certeza de que isso vem para fortalecer ainda mais essa comunidade que já é guerreira.”


Com a energia característica da escola e a determinação de seus artistas, a Vigário Geral promete um desfile potente, simbólico e, acima de tudo, resiliente.


 
 
 

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