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LIGA RJ emite nota e questiona o atual modelo de organização e credenciamento do Carnaval 2026

  • Foto do escritor: Fala Galera Oficial
    Fala Galera Oficial
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

Por Renata Campagnuci – com informações de comunicado oficial da LIGA RJ


Foto: divulgação
Foto: divulgação

A LIGA RJ, entidade que representa as escolas de samba da Série Ouro, divulgou nota oficial manifestando seu posicionamento sobre o modelo de organização, credenciamento e acesso ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí para o Carnaval 2026.


No comunicado, a entidade informa que as escolas da Série Ouro demonstram discordância em relação ao atual sistema de credenciamento. Segundo a nota, o modelo adotado tem limitado o acesso de sambistas, dirigentes, trabalhadores do Carnaval e veículos de imprensa especializados, ao mesmo tempo em que amplia a concessão de credenciais a influenciadores digitais, convidados e pessoas sem vínculo direto com o samba.


A LIGA RJ aponta que segmentos historicamente ligados à cultura carnavalesca, como imprensa carnavalesca independente, fotógrafos, comunicadores populares e integrantes das próprias agremiações, têm enfrentado dificuldades de acesso ao Sambódromo. A entidade destaca que a situação contrasta com a circulação de pessoas externas ao ambiente do samba em um espaço público.


O texto também registra a preocupação das escolas da Série Ouro com o processo de elitização do Carnaval. As agremiações reafirmam a defesa do caráter popular da festa, com valores acessíveis ao público e às comunidades, e mencionam, entre outros pontos, a restrição à entrada de alimentos e bebidas, que obriga o consumo de produtos de uma única marca, além de contratos comerciais que, segundo a entidade, impactam o acesso democrático ao evento.


Outro ponto abordado é a defesa de um modelo de credenciamento descentralizado, no qual cada liga tenha autonomia para emitir credenciais válidas exclusivamente para os dias de seus respectivos desfiles. A proposta permitiria que as escolas da Série Ouro credenciassem profissionais, sambistas e veículos de comunicação especializados que tiveram pedidos anteriormente negados.


A nota também relata o caso envolvendo o GRES Unidos do Porto da Pedra, escola integrante da Série Ouro, que teria solicitado formalmente a aquisição de um camarote no Sambódromo, se dispondo a arcar com todos os custos, mas teve o pedido indeferido sem apresentação de justificativa técnica, administrativa ou contratual. O episódio é citado como exemplo de tratamento desigual entre agremiações.


O comunicado menciona ainda a necessidade de revisão do contrato de concessão do Sambódromo, apontando que seus efeitos práticos estariam gerando restrições, desequilíbrios e critérios considerados incompatíveis com a natureza pública do espaço. A LIGA RJ relembra os princípios que regem a Administração Pública, previstos no artigo 37 da Constituição Federal, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.


De acordo com a entidade, o posicionamento divulgado é resultado de deliberação coletiva realizada em plenária no dia 21 de janeiro de 2026, com a participação de presidentes e representantes das escolas da Série Ouro.


Ao final da nota, a LIGA RJ reafirma respeito institucional e apoio à RIOTUR, reconhecendo o papel do órgão público na organização do Carnaval, e manifesta expectativa de que sejam promovidos ajustes para garantir isonomia, transparência e acesso democrático ao Sambódromo.


As escolas da Série Ouro reiteram o entendimento de que o Carnaval é um patrimônio cultural popular e deve preservar suas raízes, mantendo o povo no centro da festa.

 
 
 

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