A voz que se Transforma: Intérprete do Tuiuti Pixulé explica como viver o enredo impulsiona sua performance
- Fala Galera Oficial
- 30 de nov. de 2025
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Por Renata Campagnuci
Com mais de quarenta anos dedicados ao Carnaval, o intérprete do Paraíso do Tuiuti Pixulé relembra sua trajetória desde os primeiros passos na bateria da Leão de Nova Iguaçu até o momento especial que vive hoje na escola de São Cristóvão. Ele define esse percurso como uma caminhada árdua, mas profundamente abençoada.
“Olha, foi uma trajetória, um caminho até chegar no Paraíso do Tuiuti, que é o nome que eu tenho hoje no Carnaval. Foi bem difícil, mas eu agradeço aos irmãos Orixás, aos deuses do samba por ter chegado até aqui. Eu só tenho a agradecer, principalmente ao presidente Renato Thor, que me trouxe de volta para o Grupo Especial.”
A cada apresentação, o público percebe que o intérprete não apenas canta: ele vive o enredo. A entrega estética e cênica se tornou uma marca registrada, fortalecendo sua performance e sua conexão com a narrativa proposta pela escola.
Quando perguntado sobre essa construção de personagem e a importância disso no desempenho, ele explica:
“Olha, eu incorporo o enredo, né? Eu incorporo o samba-enredo da escola. Hoje, o enredo é ‘Ifá-Lukumi’, e eu venho trajado dentro da cultura cubana, o Ifá-cubano. Se no ano que vem eu tiver que falar de outra coisa, eu vou incorporar o enredo também, como foi com Xica Manicongo no Carnaval passado. Eu incorporo o samba. Isso faz bem, né? Faz bem pra gente.”
A entrega artística, somada à experiência acumulada, reforça o papel fundamental do intérprete na identidade do Tuiuti uma presença que segue marcando o Carnaval carioca ano após ano.
📸 Diogo Ferreira



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