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Marcelinho Emoção assume a Harmonia do Paraíso do Tuiuti e projeta trabalho focado na comunidade

  • 27 de mar.
  • 3 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por Renata Campagnuci


Nome experiente nos bastidores do Carnaval, Marcelinho Emoção assume a direção de harmonia do Paraíso do Tuiuti com discurso firme, foco na comunidade e uma meta clara: elevar o nível da escola nos quesitos de chão. Em conversa exclusiva, ele contou como surgiu o convite, detalhou sua forma de trabalho e revelou estratégias para buscar notas mais altas em harmonia e evolução.


Sobre como recebeu o convite para integrar a escola, Marcelinho relembra.

“Foi numa quarta-feira à tarde que recebi uma ligação do Renatinho, vice-presidente. Ele perguntou se eu estava fechado com alguma escola e eu disse que não, que estava sem escola naquele momento. Então ele perguntou se eu poderia ir ao barracão às 18 horas. Eu fui, conversei com o presidente Thor e com o próprio Renatinho. Fiquei muito feliz com o convite, de coração. Nunca tinha imaginado trabalhar no Paraíso do Tuiuti, isso nunca tinha passado pela minha cabeça. Mas, assim que entrei no barracão, senti algo diferente. Eu tenho esse sexto sentido. Me senti bem. Vi uma escola organizada, um barracão limpo. Eu não conhecia a administração do Thor por dentro. Conversamos bastante e, graças a Deus, hoje estou muito feliz.”


Ao falar sobre o que a comunidade pode esperar de sua gestão, ele destaca o foco coletivo e a valorização de quem faz o desfile acontecer.

“O que as pessoas podem esperar é um trabalho voltado para a comunidade dentro da escola de samba. É o Marcelinho Emoção focado na escola, sem vaidade. Graças a Deus, eu não sou vaidoso. Eu penso na escola, penso no grupo. Sou uma pessoa verdadeira. O que eu falei para o presidente é que não iria tirar ninguém da harmonia. O grupo que está lá vai continuar. Quem quiser trabalhar comigo, vai ficar. Cada um tem sua maneira de trabalhar, e a minha é baseada em compromisso e dedicação. Os diretores têm que ter comprometimento, têm que fazer de tudo, têm que ter liderança nas suas alas. Eu vou mostrar isso para eles. É dedicação máxima.”


Marcelinho também deixa claro que o momento da escola exige uma mudança de mentalidade.

“O Paraíso do Tuiuti é uma escola que agora tem que pensar em brigar pelo campeonato, não em voltar para as campeãs, mas pelo campeonato. Vem fazendo grandes carnavais, grandes enredos, bons sambas-enredo. Tem uma bateria, um casal que já se provou, alas organizadas, baianas, velha guarda. É uma comunidade que merece respeito.”


Sobre os décimos perdidos nos quesitos de chão nos últimos anos, ele aponta o caminho baseado em presença e comprometimento.

“Lógico que temos estratégia, mas não é um trabalho individual. Eu não uso ‘eu’, eu uso ‘nós’. Vamos ter cerca de 65 diretores de harmonia, e todos precisam exercer liderança com seus componentes. Temos que mostrar para os componentes a valorização que eles precisam dar à escola. O Paraíso do Tuiuti cobra uma taxa mínima de fantasia, então também tem que cobrar a presença. Não adianta aparecer só no desfile.”


Ele reforça ainda a importância do engajamento dos componentes dentro do julgamento atual.

“Hoje, no quesito harmonia e evolução, cerca de 40% da nota vem do canto e da evolução. É muito importante passar para os componentes o valor que eles têm e o comprometimento que precisam ter com a escola. Eles estão ali pelo amor que sentem, então é justo cobrar isso.”


Entre as ações previstas, Marcelinho destaca iniciativas para fortalecer o vínculo com a comunidade.

“O departamento de harmonia está preparando uma bandeira para homenagear não só o setor, mas também a comunidade do Paraíso do Tuiuti. Vamos estar presentes sempre. Também vamos fazer workshops, junto com a direção de Carnaval, para mostrar que o Carnaval mudou. Hoje o julgamento é por subquesitos, então precisamos mostrar isso para os componentes.”


Por fim, ele resume o espírito do trabalho que pretende implementar.

“Hoje não é só pegar a fantasia e desfilar. O componente tem que estar presente, tem que cantar e evoluir. Tem que se soltar, tem que brincar o Carnaval. A estratégia é valorizar a comunidade e aproximar ainda mais a harmonia dos seus componentes.”


 
 
 

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