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Edson Pereira e o chamado do desafio: O novo capítulo na União de Maricá que promete grandiosidade na Sapucaí

  • 18 de mar.
  • 3 min de leitura
Foto: Ney Junior
Foto: Ney Junior

Por Renata Campagnuci


A chegada de Edson Pereira à União de Maricá não foi apenas mais uma movimentação no tabuleiro do carnaval foi o encontro entre ambição, estrutura e o desejo de fazer história. A escola, que marcará sua estreia no Grupo Especial em 2027, inicia um novo ciclo cercado de expectativa e investimento, apostando em um carnavalesco reconhecido por sua assinatura estética grandiosa e impactante.


Em conversa com o site Fala Galera, Edson revela os bastidores do convite, sua visão sobre o momento da escola e o que o público pode esperar desse novo projeto que já movimenta o mundo do samba.


Sobre o convite, o carnavalesco não esconde o impacto inicial, mas deixa claro que sua decisão foi estratégica e alinhada ao momento da carreira.


“Pra mim foi uma surpresa muito grande, mas eu já estava negociando com outras escolas e fazendo uma análise de qual escola eu gostaria de viver um processo novo. É da natureza do carnavalesco também ter suas preferências. Mas a gente vive de desafios, né? E o desafio de estar com uma escola nova no Grupo Especial foi algo que me chamou muita atenção. Entendi que era um bom momento para a minha carreira, como artista, viver isso.”


A proposta da escola também teve peso decisivo não apenas pelo investimento, mas pela intenção clara de protagonismo.


“Foi muito importante ser lembrado e entender que a intenção é fazer um carnaval grandioso, com poder aquisitivo bacana. A escola vem com um desejo muito forte de fazer o melhor, e isso, para um artista, é um fator muito importante.”


Ao abordar as expectativas em torno de uma escola estruturada e em ascensão, Edson amplia o olhar para além dos recursos financeiros.


“Eu já trabalhei com escolas com poder aquisitivo bacana, então não é novidade. Mas isso não é o principal. O principal é trabalhar, é fazer um bom trabalho. A expectativa é válida, claro, mas é preciso entender a importância de estar no Grupo Especial, onde a régua está muito alta. O resultado vem do trabalho, independentemente de qualquer outra coisa.”


Conhecido por desenvolver alegorias de grande impacto visual, o carnavalesco confirma que sua identidade artística seguirá presente agora alinhada ao projeto ambicioso da escola.


“Acho que sim. Quando uma escola contrata um profissional com características como as minhas, de carnavais grandiosos, isso faz parte do entendimento. A escola quer brigar pelo pódio, quer chegar para fazer diferença, não para ser apenas mais uma. Isso também foi um dos motivadores para eu estar aqui hoje.”


Sobre o enredo, o mistério ainda permanece, mas com sinais de um trabalho consistente e pensado estrategicamente.


“O Matheus é um presidente muito presente e dá liberdade de expressão ao carnavalesco. Temos conversado muito sobre enredo, temos algumas propostas e estamos nesse momento de análise. O carnaval hoje precisa entregar cultura, conteúdo e um bom poder de julgamento. Mas podem esperar um grande enredo, algo que dialogue com o mundo do samba e com o grande espetáculo popular que se tornou a Sapucaí.”


Entre expectativa e construção, Edson Pereira inicia sua trajetória na União de Maricá com um discurso que equilibra ambição e consciência. Para uma escola que chega pela primeira vez ao Grupo Especial, o momento é de afirmação e, ao que tudo indica, de um desfile que não pretende apenas participar, mas marcar presença e deixar sua assinatura na avenida.

 
 
 

1 comentário


julio80_cesar
19 de mar.

Tenho certeza, pelo histórico do carnavalesco Édson, que será algo grandioso! Ansioso para ver! Sorte ao Édson e à União de Maricá

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