ANÁLISE FALA GALERA: Beija-Flor transforma a Cidade do Samba em um só coro em uma grande apresentação na Cidade do Samba
- 30 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Análise feita por Guilherme Campagnuci
Texto elaborado por Renata Campagnuci
A Beija-Flor de Nilópolis foi a segunda escola a desfilar na noite de sábado na Cidade do Samba e entregou um minidesfile vigoroso, preciso e emocionalmente contagiante. Desde os primeiros acordes, a comunidade tomou conta do canto: o samba foi berrado do início ao fim e a energia foi multiplicada pelo público não apenas a torcida da escola, mas quem estava ali presente também se rendeu ao ritmo. O resultado foi uma apresentação que combinou força vocal, coesão de grupo e presença de palco.
Musicalmente, a agremiação confirmou por que seu samba figura entre os melhores do carnaval 2026: o conjunto vocal manteve potência e afinação mesmo durante a evolução, e a bateria sustentou a cadência com consistência, permitindo que a escola cantasse sem perder ritmo. A entrega da comunidade, que levou grande número de torcedores à Cidade do Samba, elevou a apresentação a um nível de comunhão rara em minidesfiles a plateia se integrou ao espetáculo e fez parte do enredo vivido na avenida.
No quesito alegoria e desfile, a direção de carnaval de Marquinho Marino mostrou maturidade de leitura de pista. A escola entrou muito bem distribuída, com formações coreografadas que enriqueceram o visual sem engessar a evolução. As coreografias funcionaram como complemento estético à narrativa musical, contribuindo para um show homogêneo em que a dança agregou e não ofuscou o samba.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Selminha Sorriso e Claudinho, apresentou um bailado clássico e elegante, executado com segurança e sintonia. A performance dos dois trouxe momentos de refinamento técnico que dialogaram perfeitamente com a vibração coletiva, representando equilíbrio entre tradição e presença cênica.
A comissão de frente merece menção especial pelo sincronismo e pela energia. Os bailarinos entregaram uma dança vibrante que sulcou o público e deu ritmo visual ao desfile, levantando a plateia nos trechos mais intensos. A proposta foi bem pensada e executada, com movimentos que ampliaram o impacto emotivo do enredo.
Em suma, o minidesfile da Beija-Flor foi um show completo: técnico quando precisava ser, caloroso quando pedia emoção, coletivo quando exigia união. A escola reuniu canto forte, organização, bom uso de coreografias e momentos de beleza coreográfica ingredientes que garantiram um grande minidesfile.
📸 Divulgação: Rio Carnaval



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